segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A mala não quis me acompanhar




E chegou a hora de sair de casa, deixar o lugar que você viveu por 18 anos é difícil. Todas as experiências de vida acumuladas vem à tona e te faz refletir sobre o valor de toda a sua vida e dos seus sentimentos. É uma confusão de sentimentos, excitação e saudades misturam-se. Na última semana no Brasil, aquele clima de despedida entres os amigos e a família, todos querendo de te ver e despedir-se, mas o tempo é curto, ver todos é impossível. Doeu despedir-se dos meus amigos que cultivei durante a vida e não saber quando os verei outra vez.

E chega o grande momento, no dia 22 de agosto eu embarquei em Aracaju em direção a Lincoln no estado de Nebraska. No aeroporto um choro sem fim, dos meus parentes mais próximos e de minha mãe em especial, me tocou, no voo eu senti que uma imensidão de aventuras, sentimentos e novas experiências me aguardavam, mas que minha família estaria lá me esperando na volta.
Encarar a cansativa viagem aérea, foi uma aventura, Minha primeira conexão foi no aeroporto de Guarulhos em São Paulo e depois iria voar pela United Airlines para Chicago. No entanto, meu voo foi cancelado. Começou, então, uma briga imensa, já que eles queriam que eu dormisse em SP e embarcar no dia seguinte. Depois de muita luta, consegui uma passagem no mesmo dia para Miami e de lá para Chicago, onde eu embarquei pra Lincoln. Não gostei dos serviços da United Airlines, atendimento ruim e lento.  E demoraram horas pra conseguir minhas malas e remarcar as passagens.

Os voo de Guarulhos/Miami e Miami/Chicago foram bem tranquilos, como é típico da American Airlines. Já tinha viajado por essa companhia anteriormente e digo, os serviços são adequados aos padrões atuais da aviação mundial, ou seja, nem mais nem menos, regular. Os voos são pontuais, os funcionários prestativos e a comida é o de se esperar em um avião. Ao chegar no aeroporto O’Hare em Chicago, tive uma surpresa, minhas malas ainda estavam em Miami, isso nunca tinha acontecido comigo antes e fiquei muito preocupado em perder minhas bagagens, mas os funcionários da companhia foram bem prestativos e afirmaram que minha mala ia chegar no meu endereço em no máximo 24 horas. O que felizmente de fato ocorreu, embora tenha sido terrível passar esse tempo sem o pedacinho de mim e dos meus amigos que tinha vindo nas minhas bagagens.

Mais tranquilo em relação a bagagem, lá vou eu finalmente embarcar na minha última conexão naquele voo minha ansiedade estava a mil, não via a hora de chegar. Interessante é que aquele voo, operado pela United Express, foi feito em uma aeronave fabricada pela Embraer,  de alguma forma o Brasil estava ali comigo.
Depois de aproximadamente 24 horas entre voos cancelados, conexões atrasados, corridas contra o tempo nos aeroportos, bagagem perdidas, eu chego em um pequeno aeroporto, só tinha o meu voo desembarcado naquele momento, aproximadamente 20 pessoas, em sua maioria estudantes ou funcionais das universidades da cidade. Lá estava eu, pronto pra enfrentar as descobertas desta aventura, e quem estava me esperando? Minha prima e seu marido que me receberam de braços abertos, desejando-me boas-vindas à América.

Um comentário:

  1. A aventura está apenas começando! kkk. Boa sorte, Nanã! Estou morrendo de saudades!

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